Quando o Big Brother deixa de ser o grande, totalitário e fictício personagem do livro 1984, e vira o programa mais assistido e comentado do país, vemos que já vivemos parte dos fatos descritos em livros e filmes com futuros distópicos, onde todos são vigiados e manipulados por matérias e propagandas personalizadas.
Max é o dono de um pequeno canal pornográfico, que por acidente capta o sinal do Videodrome, que são videos de pessoas sendo torturadas e mortas. Estes vídeos causam um fascínio em Max, que fica obcecado em descobrir quem os produz, mesmo depois de perceber que eles geram alucinações que distorcem a realidade.
David Cronenberg novamente demonstra a obsessiva busca ao prazer a qualquer custo, através do uso das afrontas e das mesclas do artificial ao humano, mas desta vez a previsão não poderia estar mais certa: um consumo desenfreado de tecnologia que acaba por nos consumir.
Se você nunca assistiu um filme do Cronenberg, esteja avisado de que eles sempre abordam temas bizarros, com cenas nojentas e surreais. Então se você se incomoda em ver tripas, pus, gosmas, órgãos sendo explodidos e sangue espirrando para todos os lados, é preferível que você não assista à este filme.
Direção: David Cronenberg
País: Canadá
Ano: 1983
Minha nota: 8.5









